Já ouviu falar da Splinternet? Veja os objetivos sombrios.

Splinternet é um termo criado em 2001 para se referir à divisão ou setorização da internet em determinados países. Saiba mais.

Para entender a Splinternet é preciso fazer uma volta ao mundo. Ultimamente, as notícias a respeito dos bloqueios impostos pelo governo russo a diversos sites têm chamado a atenção. De fato, a Rússia não é a primeira nação a se “isolar” dentro da rede, monitorando o que os seus cidadãos fazem e como se expressam por meio da internet.

Mas, como isso é possível? Afinal, a internet passa a ideia de ser livre e aberta, certo? Bom, nem tanto e a Splinternet é prova disso.

O que é Splinternet?

Basicamente, esse é o termo usado para indicar mudanças, regulamentações e restrições que a rede sofre em diferentes partes do mundo. Ou seja, ele se refere a uma internet fragmentada, dividida, e não é novo no meio digital.

Inicialmente, a ideia não parecia ruim, entretanto, com o passar do tempo, o cenário mudou. Na verdade, a desconfiança com relação à subdivisão da rede mundial de computadores está em pauta há décadas e contraria totalmente a ideia de liberdade que os usuários da rede tanto desejam.

Exemplos de uso da internet fragmentada

Na prática, isso significa que a internet está cada vez mais restrita e limitada com relação ao conteúdo. De fato, cada país tem a liberdade de criar limites e barreiras na internet, que às vezes é chamada de “terra de ninguém”, para impedir fraudes, combater a distribuição de pornografia infantil ou o terrorismo e informações sobre a produção de armas, por exemplo.

Até aí, tudo bem. Mas, o problema é que em alguns casos essa regulamentação tem objetivos sombrios.

  • China

Na verdade, a China talvez seja o exemplo mais claro de como um país é capaz de criar seu próprio mundo digital. Ou seja, criar uma Splinternet. Nesse caso, o governo chinês fecha o cerco e limita o acesso de seus cidadãos a redes sociais como Facebook e Instagram.

Além disso, Pequim foi eleita por uma organização independente de vigilância da liberdade de expressão e da democracia como a cidade com maior controle e opressão da internet do mundo.

Mas, por quê? De fato, essa estratégia é usada pelo governo chinês para impedir que ocorra dissidência. Ou seja, que seus cidadãos expressem descontentamento e causem conflitos no país. Para isso, o governo supostamente emprega milhares de pessoas para monitorar seus compatriotas na nessa Splinternet.

Assim, o governo chinês mantem um rígido controle sobre seus cidadãos.

  • Irã

Desde 2005, o governo do Irã já investiu cerca de US$4,5 bilhão em uma intranet. Aliás, em 2012, o governo derrubou o Google. Nesse caso, o objetivo do país é impedir que dados saiam do país. Ao mesmo tempo, o governo é capaz de censurar todo e qualquer conteúdo compartilhado nessa Splinternet.

De fato, tudo é cuidadosamente acompanhado pela estatal Companhia de Telecomunicações de Irã. Mas, os cidadão sempre encontram uma forma de driblar os bloqueios.

  • Rússia

Atualmente, a Rússia vem seguindo os passos de China e Irã. Aliás, desde 2019 a Rússia já vinha deixando claro a sua intenção de fechar suas fronteiras digitais. Na época, ninguém entendia bem qual a necessidade disso. Diante da invasão à Ucrânia, porém, essa jogada faz bastante sentido e tem se mostrado eficaz.

Resta aguardar e ver como cada país vai lidar com a liberdade na internet daqui para frente.

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