TikTok: Governo dos EUA cria projeto para banir a plataforma

Câmara dos Estados Unidos votou a favor de conceder ao presidente Joe Biden o poder de proibir o TikTok no país. Saiba mais detalhes!

Na quarta-feira, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Estados Unidos votou a favor de conceder ao presidente Joe Biden o poder de proibir o TikTok, em mais um obstáculo para a popular plataforma chinesa de compartilhamento de vídeos.

A medida foi aprovada por 24 votos a favor e 16 contra, permitindo ao governo a proibição do aplicativo de propriedade da ByteDance, bem como outros aplicativos considerados ameaças à segurança, que são usados por mais de 100 milhões de americanos.

Os membros democratas da comissão se opuseram à proposta, que foi apresentada pelo presidente republicano do comitê, Michael McCaul.

No entanto, a medida precisará ser aprovada pelo plenário da Câmara e do Senado dos Estados Unidos, que é atualmente controlado pelos democratas, antes de ser encaminhada a Biden.

Qual o motivo para o banimento do TikTok?

De acordo com uma porta-voz do TikTok, a proibição imposta pelos Estados Unidos ao aplicativo é vista como uma restrição à disseminação da cultura e valores americanos para os mais de um bilhão de usuários que utilizam o serviço ao redor do mundo.

Nisso, após a votação, o deputado McCaul expressou à Reuters sua expectativa de que o projeto de lei do TikTok seja prontamente discutido no plenário da Câmara.

Outrossim, o deputado Gregory Meeks, líder democrata da comissão, declarou sua forte oposição à legislação, alegando que ela terá consequências negativas nas alianças dos Estados Unidos ao redor do mundo.

Não apenas isso, ela trará mais empresas para a esfera chinesa, causará perda de empregos nos EUA e minará os valores fundamentais norte-americanos de liberdade de expressão e iniciativa livre.

Ademais, Meeks também argumentou que o projeto de lei de McCaul é excessivamente amplo e que exigirá sanções dos Estados Unidos contra empresas coreanas e taiwanesas que fornecem chips semicondutores e outros equipamentos para empresas chinesas, devido às restrições amplas aplicadas às transferências de dados para a China.

Rumores de espionagem

Em 2020, o Comitê de Investimento Estrangeiro nos Estados Unidos (CFIUS), um órgão poderoso de segurança nacional, emitiu uma recomendação unânime de que a ByteDance, empresa controladora do TikTok, se desfizesse do aplicativo devido a preocupações de que os dados dos usuários pudessem ser acessados pelo governo chinês.

Desde então, o TikTok tem mantido negociações com o CFIUS por mais de dois anos a respeito dos requisitos de segurança de dados.

O aplicativo afirma ter investido mais de 1,5 bilhão de dólares em esforços rigorosos de segurança de dados e nega as acusações de espionagem.

Sobre a plataforma

O TikTok, também conhecido como Douyin na China e anteriormente como Musical.ly, é um aplicativo de mídia social usado para criar e compartilhar vídeos curtos.

Propriedade da empresa de tecnologia chinesa ByteDance, o aplicativo foi lançado como Douyin na China em setembro de 2016 e depois introduzido no mercado internacional como Musical.ly um ano depois.

Em novembro de 2017, o TikTok adquiriu o Musical.ly.

Atualmente, é uma das principais plataformas de vídeos curtos na Ásia, Estados Unidos e em outras partes do mundo.

O aplicativo tornou-se popular rapidamente e se tornou o aplicativo mais baixado nos Estados Unidos em outubro de 2018.

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