OceanGate: Quais as profundidades exploráveis do oceano?

Saiba como funciona a expedição ao Titanic pelo OceanGate, uma aventura fascinante mas arriscada nas profundezas do oceano.

O oceano é um dos lugares mais fascinantes e misteriosos do planeta. Ele cobre mais de 70% da superfície da Terra e abriga uma diversidade incrível de vida.

Mas o que sabemos sobre as profundezas do oceano? Como é a temperatura lá embaixo? E qual é a relação entre o OceanGate e o Titanic? É o que veremos neste artigo.

O que é o Ocean Gate?

O Ocean Gate é uma empresa que oferece expedições submarinas para explorar os destroços do Titanic, o famoso navio que naufragou em 1912 após colidir com um iceberg.

Nesse sentido, o Titanic está localizado a cerca de 3.900 metros de profundidade no Oceano Atlântico, onde as condições são extremamente desafiadoras.

Para chegar até lá, o Ocean Gate utiliza um submarino chamado Titan, que é capaz de suportar a alta pressão e a baixa temperatura das águas profundas.

Assim, o Titan tem capacidade para cinco pessoas: um piloto, um copiloto e três passageiros. A expedição dura cerca de 10 horas, sendo que cada mergulho leva cerca de três horas.

O objetivo do Ocean Gate é proporcionar uma experiência única e educativa para os seus clientes, além de contribuir para a pesquisa científica e a preservação do patrimônio histórico. A empresa afirma que segue rigorosos protocolos de segurança e respeito ao meio ambiente.

Como é a temperatura nas profundezas do oceano?

A temperatura nas profundezas do oceano varia de acordo com a latitude, a salinidade, as correntes marítimas e a profundidade. Em geral, quanto mais profundo, mais frio.

Nas regiões polares, a temperatura pode chegar a -2°C, enquanto nas regiões tropicais pode ficar em torno de 4°C.

A temperatura média na superfície do oceano é de cerca de 17°C, mas ela diminui rapidamente à medida que se desce. A partir de 200 metros de profundidade, entra-se na zona mesopelágica, onde a luz solar não penetra e a temperatura fica entre 4°C e 10°C.

Diante disso, a partir de 1.000 metros de profundidade, entra-se na zona batipelágica, onde a escuridão é total e a temperatura fica entre 2°C e 4°C.

A zona abissal começa a partir de 4.000 metros de profundidade e vai até 6.000 metros.

Nessa região, a temperatura fica entre 0°C e 3°C. A zona hadal é a mais profunda de todas, indo de 6.000 metros até o fundo do oceano. Nessa zona, a temperatura fica entre -1°C e 2°C.

Quão fundo pode mergulhar o submarino Titan?

O submarino Titan, utilizado pelo Ocean Gate para levar os passageiros até os destroços do Titanic, é um dos mais avançados do mundo. Ele foi projetado para suportar uma pressão de até 60 atmosferas, o que equivale a uma profundidade de cerca de 600 metros.

No entanto, o Titanic está muito mais fundo do que isso. Ele está a cerca de 3.900 metros de profundidade, onde a pressão é de cerca de 390 atmosferas. Como o Titan consegue chegar até lá?

A resposta está no material usado para construir o seu casco. O Titan é feito de fibra de carbono, um material leve e resistente, que não sofre deformação com a pressão.

Além disso, ele tem uma forma esférica, que distribui melhor a força da água.

O Titan é um dos poucos submarinos capazes de alcançar essa profundidade. A maioria dos submarinos comerciais ou de pesquisa científica tem um limite de profundidade entre 250 e 400 metros.

Os submarinos militares podem chegar a profundidades maiores, mas usam cascos de titânio, um material mais forte e mais caro do que o aço.

O que aconteceu recentemente com uma expedição da OceanGate?

No dia 18 de junho de 2023, um submarino da empresa OceanGate, chamado Titan, desapareceu no Oceano Atlântico, durante uma expedição para ver os destroços do Titanic.

O submarino levava cinco pessoas a bordo: um piloto, um copiloto e três passageiros.

Eles eram: Hamish Harding, CEO da empresa Action Aviation; Paul-Henri Nargeolet, mergulhador experiente; Shahzada Dawood, empresário paquistanês do Instituto Seti; e seu filho Sulaiman Dawood.

A expedição era uma aventura turística e educativa, que custava 250 mil dólares por pessoa. O submarino saiu de Newfoundland, no Canadá, e perdeu o contato com o navio de apoio Polar Prince cerca de 1 hora e 45 minutos depois da descida.

Com efeito, as buscas pelo submarino envolvem equipes de resgate dos Estados Unidos, do Canadá e da França, com o auxílio de navios, aviões e sondas. As buscas se concentram em uma região onde foram captados ruídos subaquáticos que podem ser do submarino.

A Guarda Costeira dos Estados Unidos estimou que o oxigênio disponível no submarino teria acabado na manhã do dia 22 de junho.

No entanto, existem variáveis que podem alterar esse cálculo. Até o momento, não há confirmação sobre o paradeiro ou o estado dos ocupantes do submarino.

Quais são os desafios e os riscos de explorar as profundezas do oceano?

Explorar as profundezas do oceano é uma atividade arriscada e complexa, que exige tecnologia avançada e preparação adequada.

Além da baixa temperatura, há outros fatores que dificultam a exploração submarina, como:

Elevada pressão

A cada 10 metros de descida, a pressão aumenta em cerca de uma atmosfera.

Nas maiores profundidades, como na Fossa das Marianas, que tem mais de 11.000 metros de profundidade, a pressão pode chegar a mais de mil atmosferas. Essa pressão pode esmagar qualquer objeto que não seja projetado para resistir a ela.

Falta de luz

Nas profundezas do oceano, não há luz natural e a visibilidade é muito baixa. Isso dificulta a orientação e a observação dos detalhes do ambiente.

Para enxergar algo, é preciso usar luz artificial, que pode atrair ou afastar alguns animais.

Ausência de comunicação

Em tais lugares, a transmissão de ondas de rádio é inviável, o que acarreta na impossibilidade de estabelecer comunicação com a superfície ou outras embarcações.

Nesse cenário, a utilização de sinais sonoros ou cabos óticos se torna necessária para viabilizar a comunicação.

Falta de oxigênio

Como não podia ser diferente, o oxigênio é escasso e depende da circulação das águas.

Assim, para respirar, é preciso usar sistemas de reciclagem ou tanques de ar comprimido, que têm uma duração limitada e podem apresentar problemas.

Fauna e a flora

Nesta profundidade, existe uma notável diversidade de vida que ainda é amplamente desconhecida pela ciência.

Tais criaturas submarinas podem variar desde seres perigosos e curiosos, capazes de atacar ou danificar equipamentos, até aqueles que apresentam bioluminescência, emitindo luz própria para se comunicar ou se camuflar.

Essa riqueza de vida e os diversos comportamentos encontrados nas profundezas oceânicas tornam a exploração dessas áreas uma aventura fascinante.

No entanto, é importante ressaltar que essa atividade também envolve riscos significativos. É fundamental agir com cuidado e responsabilidade ao se aventurar nesse ambiente.

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