Criptomoedas estão sendo roubadas: desvios bilionários! Veja

Teoricamente, não era para ser tão comum ouvir falar sobre o roubo de criptomoedas. Entenda a preocupação.

Teoricamente, não era para ser tão comum ouvir falar sobre o roubo de criptomoedas. Nos últimos tempo, porém, já foram anunciados desvios bilionários de diferentes tipos de moedas virtuais. Aliás, apenas em dois dias de maio, a Saddle Finance e a FEI Protocol, duas corretoras gigantescas que negociam somas astronômicas.

Obviamente, o roubo de criptomoedas nesses casos não seria pequeno. De fato, as duas juntas perderam cerca de US$90 milhões depois de sofrerem ataques cibernéticos.

A FEI Protocol levou a pior, tendo quase US$80 milhões levados. Já a Saddle, perdeu menos, “apenas” US$10 milhões. Sendo assim, só em abril, foram quase US$370 milhões roubados.

Reação ao roubo de criptomoedas

Na verdade, os roubos estão cada vez mais sofisticados e com desfechos nada convencionais. Por isso, as corretoras resolveram arriscar e ofereceram no Twitter um resgate pelo montante roubado.

Nesse caso, as empresas oferecem US$10 milhões para que os hackers devolvam os valores e saiam impunes.

Essa técnica desesperada também é muito utilizada quando informações são sequestradas de grandes empresas, impedindo o seu funcionamento.

Após o pagamento, os hackers devolvem todas as informações vitais para o empreendimento.

Aliás, em 2021, a Poly Network deu uma sorte incrível quando um hacker aceitou US$486 mil para devolver mais de US$600 milhões!

Em outro caso, já em 2022, a Multichain também teve seu final feliz quando 80% dos US$3 milhões levados em um roubo de criptomoedas foram devolvidos.

É com isso que as corretoras contam, ou pelos menos esperam ansiosamente, já que os fundos roubados são de clientes e investidores.

A situação parece bem crítica, já que a corretora está pedindo encarecidamente que o ladrão entre em contato para chegarem a um acordo.

Por que o roubo de criptomoedas não devia ser tão comum? 

Junto com a criptomoeda, a tecnologia blockchain também ganhou notoriedade em transações virtuais. Afinal, a tecnologia deveria ser impenetrável.

Nela, as transferências são registradas de forma que não podem ser apagadas. Além disso, as informações geradas são criptografadas e espalhadas por servidores espalhados pelo mundo.

Ou seja, movimentar qualquer quantia de criptomoedas deveria ser uma ação facilmente rastreável.

Mas, não é o que temos visto.  Só em abril, foram mais de 30 registros de roubo de criptomoedas.

Dimensão do roubo de criptomoedas

Os ataques cibernéticos estão cada vez mais ousados. Atualmente, os ladrões utilizam diferentes táticas para conseguirem chegar às somas vultuosas que subtraem.

De acordo com empresas de cyber segurança, eles recorrem à exploração de protocolos de dados ou então atraem pessoas desavisadas para páginas de fachada, onde roubam dados e ganham acesso às contas.

Recentemente, o roubo de criptomoedas tem se tornado cada vez mais crescente. Além disso, os valores roubados estão cada vez maiores.

De acordo com o Wall Street Journal, roubos que pareciam ter um determinado prejuízo, se revelavam muito maiores à medida que as investigações avançavam.

Por exemplo, em um roubo ao Beastalk, o valor inicialmente revelado era de cerca de US$76 milhões.

Mais tarde, a corretora de stablecoin informou que os hackers levaram na verdade US$182 milhões. Sem falar que todos os roubos relatados em abril somaram nada mais nada menos que US$2,9 bilhões.

Curiosamente, todo esse dinheiro virtual não chega aos pés do maior roubo de criptomoedas já registrado, quando um casal levou cerca de US$ 4,5 bilhões em bitcoins, algo em torno de R$20 bilhões.

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