BNDES: Investimentos do BNDES no exterior; Qual finalidade?

Governo atual estuda a retomada dos empréstimos do BNDES para atuação no exterior, o que deve beneficiar as empresas do país. Confira!

Durante sua visita à Argentina, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou que o Brasil deveria recontratar com o BNDES empréstimos para trabalhar no exterior, em países parceiros como países vizinhos.

Com isso, várias críticas e avaliações surgiram nos últimos dias.

Em seu discurso, Lula disse que a intenção é “ajudar os países vizinhos a se desenvolverem e até vender os resultados desse desenvolvimento para o Brasil”.

Na mira do dinheiro está o gasoduto Néstor Kirchner, ligando os campos de petróleo e gás da região de Vaca Muerta a San Jerónimo, na província de Santa Fé.

A primeira fase do projeto já foi concluída, mas o governo do país busca recursos para dar continuidade à obra, com 500 quilômetros.

O programa mencionado por Lula foi instituído em 1998 e foi paralisado nos últimos anos depois que casos de corrupção bilionária envolvendo empresários vieram à tona.

Investimentos do BNDES no exterior

Por um lado, as pessoas lembram que, nas redes sociais, a corrupção e os erros automobilísticos estão associados a projetos financiados anteriormente pelo BNDES.

Por outro lado, alguns especialistas acham que as empresas brasileiras do setor de engenharia serão beneficiadas, gerando empregos no país.

“O BNDES vai emprestar dinheiro para empresas nacionais fazerem obras em outros países, mas a condição é que todas as peças sejam feitas no Brasil, gerando assim milhões de empregos para o nosso povo”, escreveu o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

Financiamento para beneficio próprio

De qualquer forma, o que muita gente parece não saber é que o financiamento é para empresas brasileiras que querem atuar no exterior, não para países de interesse.

Os empréstimos são concedidos em reais, no Brasil, para empresas nacionais. No entanto, as dívidas são pagas em parcelas pelos países que receberam a obra.

A taxa de juros, nesse caso, é determinada por um acordo entre o governo brasileiro e o governo do país que receberá o projeto.

Em caso de inadimplência, ou seja, o país receptor das obras inadimplente, foi instituído o Fundo de Garantia à Exportação (FGE), instituído em 1997, para atuar como seguro e indenização para o patrocinador, além de apurar como recuperar os valores não quitados.

Além dos casos de corrupção envolvendo a Lava Jato, há um histórico de inadimplência de países, segundo o próprio BNDES para a BBC Brasil.

Os pagamentos da Venezuela (US$ 681 milhões), Moçambique (US$ 122 milhões) e Cuba (US$ 226 milhões) estão atualmente atrasados, com um total de US$ 1,03 bilhão acumulado até Setembro de 2022.

Os demais US$ 573 milhões ainda iram vencer.

No caso da Argentina, retomando o debate, questiona-se se o país pode realmente cumprir o contrato.

O economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, que também é ex-presidente do banco no governo FHC, disse em entrevista que a Argentina não pode oferecer “garantias firmes” na situação atual.

Ele mencionou ainda que o país vizinho passa por uma grave crise financeira, com uma taxa de inflação de cerca de 95% ao ano.

Sobre o BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (sigla para BNDES) trata-se de uma empresa pública federal com sede no Rio de Janeiro.

Nisso, o seu principal intuito é o financiamento de longo prazo e investimento em vários segmentos da economia nacional.

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