A guerra e a alta dos preços dos eletrônicos – Entenda

Um conjunto de fatores formou o cenário perfeito para a alta dos preços dos eletrônicos em todo o mundo. Saiba agora o motivo.

Infelizmente, é bem provável que o consumidor precise desembolsar mais do que esperava nos próximos meses. Mas, o que está ameaçando a estabilidade dos preços dos eletrônicos? Bom, a verdade é que um conjunto de fatores acabou formando a tempestade perfeita no mercado mundial de peças e de matéria-prima.

A partir de agora, você vai entender cada figura nesse cenário e entender qual a relação entre a guerra da Rússia e o aumento dos preços dos eletrônicos aqui no Brasil. Confira.

O impacto da guerra nos preços dos eletrônicos

Para começar, é importante lembrar que os eletrônicos, sejam eles parte do seu celular ou componentes do seu carro, não são feitos apenas de um material. Na verdade, cada um deles é um sistema complexo. Por isso, indústria depende de várias fontes para garantir que tudo funcione como um grande motor.

Por exemplo, o gás neon (neônio) é vital para o funcionamento dos lasers necessários na produção dos chips para uma infinidade de funções. Por outro lado, o paládio é fundamental para a indústria automotiva. Já o níquel é importante para a fabricação de baterias e de outros componentes.

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Isso significa que qualquer instabilidade no fornecimento dessas matérias-primas gera um efeito dominó. Como resultado, a alta do preço vai sendo repassado de nível para nível. Por fim, ela é sentida por você no momento em que precisa comprar algo e se depara com a alta dos preços dos eletrônicos. Até aqui, tudo bem.

Mas, o que a guerra da Rússia contra a Ucrânia tem a ver com isso? Muita coisa e você já vai entender.

Já estava ruim e parece que piorou

O que está acontecendo entre Rússia e Ucrânia só fez agravar uma crise mundial que vem se desenrolando desde 2020, com o início da pandemia. Afinal, o mundo não estava preparado para suprir as altas demandas por dispositivos eletrônicos. Além disso, a logística em torno desses materiais raros e preciosos se tornou um verdadeiro desafio para fornecedores e compradores.

Pois bem, quando tudo parecia caminhar para sair das ondas gigantescas da pandemia, o conflito na Ucrânia empurrou o mercado de volta para o olho do furacão.

O que acontece é que a Rússia é um forte fornecedor de carvão, paládio, níquel, cobre e alumínio do planeta. E como sabemos, a guerra abalou tremendamente as relações entre o país e seus compradores. Aliás, o próprio Putin proibiu que uma lista longa de materiais produzidos por lá deixem o território russo.

Ou seja, vai ficar difícil comprar, eles vão ficar mais caros e os preços dos eletrônicos sobrem junto. Na verdade, parece que ninguém vai sair ileso dessa história. Nem o Brasil, que importa insumos russos de outros países para a indústria de equipamentos elétricos, de saúde, tecnológicos e para telecomunicações.

A alta dos preços dos eletrônicos tem salvação?

Parece que sim. De fato, todo esse cenário caótico criado pelo conflito não era nenhuma surpresa para o mercado. O Kremlin já dava empurrões e sinalizava que iria aprontar há muito tempo tanto no mundo real quanto no virtual. Por isso, muitas empresas buscam há anos por fornecedores alternativos, descentralizando a dependência da Rússia ou da Ucrânia. De acordo com a indústria, elas estão preparadas para contornar a situação complicada e atenuar o aumento dos preços dos eletrônicos.

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